terça-feira, 30 de setembro de 2014

NONO ENCONTRO – 23/09/14

Este encontro possibilitou novas aprendizagens, assim como os demais, mas este eu achei mais significativo porque trouxe para o debate em sala um tema desafiador para todo educador que se propõe quebrar paradigmas enraizados na sociedade. Nele foi discutido o texto de Naíma Browne, que traz como título: A Identidade e as crianças como aprendentes. Nbeste a autora expõe uma grande preocupação referente à masculinidade hegemônica.

Antes do debate, aconteceu uma exposição de fotos que registravam crianças de diversos países, o fotógrafo trouxe um ítem que julgo muito importante, ele quis fotografar também o quarto destas crianças e através deste ato ele mostrou realidades bem distintas.

Crianças que desfrutam de muito luxo e conforto, outras que dormem no chão e o mais impactante, crianças que tem no lugar de brinquedos, armas potentes. Isto serviu para constatarmos que não existe apenas uma infância, mas diversas, pois depende dos seus contextos sociais e da temporalidade.

O momento que achei mais interessante foi quando a professora Joelma deu inicio ao debate do texto de Naíma Browne, pois estava ansiosa para saber a posição das demais educadoras presente. Achei o texto interessante e muito desafiador, já que o mesmo propõe o educador se posicionar contra o que está imposto pela sociedade.


As opiniões se divergiram muito, enquanto algumas acreditam que gênero é um tabu na educação infantil, mas que é preciso mudar isso. Outras acreditam ser muito difícil mudar esse paradigma, pois a escola já esta estruturada dessa forma.

domingo, 21 de setembro de 2014

OITAVO ENCONTRO – 16/09/14

Por muito tempo se acreditou que para a criança ter um bom desenvolvimento era necessário somente ter uma atenção voltada para a alimentação, a higiene, o sono e a proteção quanto as atividades que ofereciam perigo a elas. Estudiosos desta temática puderam constatar em suas pesquisas que o processo de desenvolvimento da criança envolve aspectos que vão muito mais além.

Para um maior aprofundamento neste tema, foi proposto o estudo e a socialização de dois textos das autoras Elinor Godschmied e Sonia Jackson, os quais trazem os seguintes títulos: O segundo ano de vida e Crianças em seu terceiro ano de vida. Após a leitura e exposição em sala, pude compreender de forma mais clara e detalhada  vários pontos importantes para saber lidar e contribuir no crescimento das crianças de dois e três anos.

As crianças de dois anos conseguem um desenvolvimento progressivo e uma relativa independência por meio do movimento e da habilidade da manipulação, ao alimentar-se sozinha, no desenvolvimento da linguagem pré-verbal precoce até a fala e no cuidado com o corpo que leva ao controle dos esfíncteres, conforme as autoras. Elas acrescentam que para haver um progresso contínuo por parte da criança é necessário que os adultos que a rodeia percebam estas ações, incentivando-a a todo momento.

As escritoras trazem o resultado de estudos longitudinais sobre a fala de crianças pequenas, realizado por Gordon Wells, através deste, o pesquisador constatou que a linguagem das crianças, cujos pais a escutavam teve um progresso maior do que aquelas que os pais ensinavam palavras novas ou a falar corretamente, corrigindo-as quando erravam. Acredito que este  conhecimento é de grande importância para todos nós, educadores.


Quando a criança completa três anos tende a falar sozinha enquanto brinca. Ao repetir palavras que ouviu, ela está reproduzindo determinadas situações, que são relevantes para ela, conforme relatam as autoras Elinor Godschmied e Sonia Jackson.


Uma forma de instigar a comunicação é através das histórias, mas as autoras chamam atenção para se ter cuidado na escolha, pois as histórias devem considerar experiências de cada criança. As educadoras tem a possibilidade de questionar as crianças referente a história contada e verificar a forma com entenderam. É necessário que os adultos próximos às crianças estimulem a curiosidade e a capacidade delas tomarem iniciativas, para que possam desenvolver a confiança e a autonomia.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SÉTIMO ENCONTRO - 09/09/14


Hoje ao entrar na sala me deparei com um ambiente diferente. No centro da sala havia um tapete com motivos infantis, com várias almofadas de diversos formatos em cima. No mural tinha muitas obras de arte famosas de grandes pintores que ficaram marcados na história. Uma caixa com imagens de algumas cidades brasileiras começou a ser passada de mão em mão por um lado da sala e do outro foram distribuídas obras de arte para serem apreciadas. Confesso que fiquei curiosa para saber qual a finalidade de tudo aquilo.

Quando a professora Joelma nos propôs verificarmos quais os aspectos do texto lido, Organizando o espaço para viver, aprender e brincar das autoras Elinor Goldschmied e Sonia Jackson, e relacioná-los aos objetos da sala, comecei a compreender que poderíamos despertar nas crianças o interesse por obras de arte, com o objetivo de instigar a percepção visual, desenvolver a imaginação, a leitura de imagem, a concentração, noção de tempo, etc. Fiquei surpresa com estas informações, pois acreditava que este trabalho só era viável no Ensino Fundamental.

Referente aos cartões postais, descobrir que eles constituem um instrumento rico em informações, podendo ser explorado a geografia dos lugares, as características físicas e culturais da população, estimulando a imaginação e a socialização entre as crianças.

Este encontro possibilitou uma transformação na minha forma de perceber a criança, porque compreendi que quando limitamos o acesso ao conhecimento, ainda estamos concebendo-a como um ser incompleto e impotente. A partir do momento que apresentamos as obras e comentamos a respeito, as crianças não vão assimilar tudo, mas passam a construir conhecimento e aumentar o vocabulário, revelando seus interesses, curiosidades e necessidades.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SEXTO ENCONTRO - 26/08/14


Retornamos às atividades hoje 26 de agosto de 2014, terça-feira, após duas semanas de recesso. Nesse encontro discutimos dois textos, os quais foram: Modalidades e Problemas do Processo de Socialização entre Crianças na Creche de Tullia Musatti e Relações com as Famílias de Gema Panigua e Jésus Palacios.

A turma foi dividida em grupos, os quais discutiram o texto escolhido e em seguida socializaram. Fiz parte do grupo 1, o texto selecionado por nós foi Relações com as Famílias de Gema Panigua e Jésus Palacios. Pudemos constatar que a realidade das creches em nosso território, tem muito haver com o que os autores comentam referente às relações família/escola,  estas se manifestam mais ativas na educação infantil, porém de forma muito complicada, pois são construídas expectativas tanto por parte das famílias como dos professores.

Conforme o que foi debatido no grupo, a creche tenta respeitar e considerar as várias conjunturas familiares, quando enviam comunicados por escrito à família, eles são endereçados aos pais ou responsáveis, pois a criança pode não possuir pai ou mãe, ou ainda morar com a tia, tio, avó, etc.

 Na prática pedagógica ainda está presente de forma ativa a comemoração do dia dos pais, das mães e das avós,  algumas professoras são contrárias a este fato e comentam que se a creche abordasse apenas o dia da família, estaria respeitando a diversidade familiar existente e demonstrando um certo nível de sensibilidade com as crianças que por algum motivo não tem mais o pai ou a mãe.


De acordo com os autores, a escola tem que saber lidar não só com a diversidade das estruturas familiares, mas também com as diferentes formas educativas presentes no contexto familiar "no dia-a-dia, elas precisam sentir-se livres para agir com seu filho conforme seu modelo educativo, sem sofrer a crítica permanente (comentário, gestos ou olhares de desaprovação) ou as constantes sugestões para "normalizar" seus filhos dentro de nossa suposta normalidade" (Paniagua, Palacius, 2007, p. 215). Quando as famílias percebem que são valorizadas e respeitadas pela escola, buscam aprender e colaborar mais.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

QUINTO ENCONTRO – 05/08/2014

Antes de iniciarmos os trabalhos a professora Joelma propôs que deitássemos sobre os colchonetes que foram espalhados pela sala e ouvíssemos as músicas do DVD Baby Einstein, foi um momento bem relaxante para todos. Logo após, a professora Imária fez a leitura do seu diário referente ao último encontro,  achei bem interessante seus comentários.


Com base nos teóricos Gema Paniagua e Jesús Palácios, a professora Joelma chamou atenção nos alertando que preparar não deve ser a finalidade principal da educação infantil, mas sim um dos seus objetivos. Muitas questões foram levantadas  referentes as dúvidas que pairam sobre o letramento na educação infantil. Alfabetizar ou não na primeira etapa da educação básica é um ponto que gera muito debate entre os profissionais da área. Enquanto o RCN declara que as crianças devem ter experiências de letramento, os teóricos Paniagua e Palácius (2007), afirmam que “preparar não significa treinar futuras habilidades”.


 Na visão de Kramer (1995) “A alfabetização é um processo que começa a ser construído fora e antes da entrada da criança na escola”. Se a criança convive em um ambiente que a estimule através de poesias, músicas, pinturas e histórias ela aprenderá antecipadamente de forma prazerosa os conhecimentos que serão adquiridos de forma mais aprofundada futuramente.

domingo, 3 de agosto de 2014

QUARTO ENCONTRO - 29/07/14


A professora Joelma iniciou o nosso encontro nos convidando para apreciar um vídeo que traz a música erudita, Baby Einstein - Baby Beethoven: Symphony of fun. Ela fez um breve e importante comentário a respeito da importância da música clássica para as crianças.

Se a criança tiver a oportunidade de conhecer e interagir com instrumentos musicais e for estimulada para apreciar o som destes, ela provavelmente será motivada a valorizar e gostar da música clássica.

Logo após, iniciamos uma discussão referente ao documentário que a professora nos recomendou assistir, o qual possui o seguinte título: As escolas de educação infantil de Reggio Emília, Itália. Joelma nos instigou a fazermos comentários sobre o mesmo, cada pessoa expôs o que mais lhe chamou atenção.

 Neste, a UNIVESP - TV apresentou os trabalhos realizados no Centro Internacional Loris Malaguzzi e na Creche Gianni Rodari,  entrevistou professoras, pedagogas, atelierista, cozinheira e pais. Em sua essência, o vídeo apresenta: a valorização das linguagens da criança, a organização do espaço, a equipe colaborativa e a participação dos pais neste contexto.

O trabalho realizado nas creches de Reggio Emília é referência em todo o mundo. Estes tiveram início juntamente com o pós-guerra. Teve como precursor Loris Malaguzzi, o qual era um intelectual conhecedor das teorias psicopedagógicas e que participava de seminários em Genebra com o grupo de Piaget. O mesmo traz como proposta a presença de um atelierista no espaço educativo, a fim de aumentar as possibilidade de crescimento das potencialidades das crianças.

No decorrer do encontro ouvimos a produção textual de algumas colegas sobre a função pedagógica da creche, a qual é norteada pelo binômio do cuidar e do educar. Durante muito tempo o termo cuidar esteve relacionado as atividades de cuidado com o corpo e o educar ligado ao campo pedagógico. Mas, na visão de alguns educadores estas duas ações estão interligadas, elas se complementam, pois a medida que se educa, também cuida.


terça-feira, 29 de julho de 2014

TERCEIRO ENCONTRO 24/07/14

No encontro do dia 24/07/14, pudemos nos apropriar de conhecimentos proporcionados por três diferentes textos que foram apresentados de diversas formas como: desenhos, exposição das ideias principais e dramatizações.
O grupo que participei procurou expor partes importantes do texto de Ana Lúcia Goulart de Faria, o qual tem o seguinte título: Impressões sobre as creches no norte da Itália: Bambine se diventa. Este trata de um estudo que a autora fez sobre creches e pré-escolas no norte da Itália, em 1992. Ela comenta que o trabalho nas creches é norteado por uma nova concepção de criança, esta é vista como um outro, um diferente e não mais mais como um ser incompleto. 

A autora declara que "Adotando o princípio de que ninguém detém o monopólio de conhecimento sobre a criança, este conhecimento vem sendo construído de forma dinâmica nas interações entre a creche e as demais instâncias sociais. Para lidar com esta nova criança é necessário um novo adulto." (FARIA, 1194, p. 214).

Com base nesta afirmação buscamos retratar este comentário em um desenho, o qual simboliza uma espiral de conhecimento, abrangendo a criança, os pais, a professora e os estudiosos da área, todos juntos sendo protagonistas desta experiência, contribuindo para possibilitar o desenvolvimento intelectual da criança.